horário de treino pode variar entre atletas e não atletas dependendo da disponibilidade de tempo e distribuição de atividades durante o dia. Os atletas são frequentemente aconselhados a manter uma rotina de horário mais fixa e consistente para evitar a variação hormonal e o estresse fisiológico. Apesar disso, ainda não está claro qual é o melhor horário do treinamento de força (TF) para gerar as adaptações funcionais e estruturais mais favoráveis no músculo esquelético.

No estudo de Burley et al. (2016), os autores investigaram o efeito de uma sessão de TF realizada pelomega3a manhã ou no final da tarde sobre marcadores de sinalização anabólica como a proteína de ligação do fator de crescimento semelhante à insulina-3 (IGFBP-3), índice miogênico e de diferenciação, bem como o cortisol. Foram selecionados 24 sujeitos sem experiência consistente com TF (idade 21,4 ±1,9 anos, massa corporal 83,7±13,7 kg), sendo 16 destes também selecionados para realizar uma sessão de controle sem exercício. O TF consistiu de duas sessões de 3 séries de 10 repetições com 80% 1RM e intervalo de 2 minutos entre as séries nos exercícios leg press sentado, chest press, puxada frontal e desenvolvimento. As sessões foram realizadas de manhã às 08:00 e no final da tarde às 18:00 com um intervalo de 72 horas entre elas. O cortisol apresentou menores valores no final da tarde antes do TF (98,4 ±10,5 manhã versus 49,8 ±4,4 ng/ml à tarde) e 5 min após o TF (98,0±9,0 manhã versus 52,7±6,0 ng/ml à tarde). A IGFBP-3 também estava mais elevada no final da tarde após o TF (14,0 ±6,7%). O índice miogênico e a divisão de miotúbulos (indicadores indiretos de hipertrofia) também estavam mais elevados antes do TF realizado no final da tarde. O TF realizado no final da tarde parece aumentar alguns marcadores potenciais de hipertrofia como a IGFBP-3, indicadores de ambiente anabólico celular e suprime o cortisol.

Vale ressaltar que uma pessoa pode se adaptar aos treinos em outros horários em casos de necessidade e que estudos crônicos com imagem e biopsia precisam confirmar se este ambiente agudo realmente resulta em maior hipertrofia.

Referência:
Burley SD, Whittingham-Dowd J, Allen J, Grosset JF1, Onambele-Pearson GL. The Differential Hormonal Milieu of Morning versus Evening May Have an Impact on Muscle Hypertrophic Potential. PLoS One. 2016 Sep 1;11(9):e0161500.

rodrigoloschfinal

Max Pump No Seu Treino !

A beterraba tem sido pesquisada com bastante intensidade nos últimos anos e com evidências importantes sobre seu consumo e performance. Seu principal ativo é o nitrato, que quando consumido de forma aguda (3 horas antes do exercício)
ou de forma crônica (6 dias antes da prova) aumenta a concentração de nitrato no sangue e aumenta capacidade para produzir NO2 (óxido nítrico), criando vasodilatação, maior fluxo de sangue e economia de oxigênio (1).continue lendo

Vitamina D e Esporte

Já é bem antiga a associação da alimentação com o desempenho esportivo. Muitas pesquisas vem associando os benefícios do uso de macronutrientes e micronutrientes específicos no esporte. Vale ressaltar a diferença, macronutrientes são considerados nutrientes necessários ao organismo em grande quantidade, por exemplo proteínas, carboidratos e gorduras.continue lendo

rodrigoloschfinal

Glutamina

O intestino apresenta um complexo sistema imune associado à mucosa, o que permite tolerar a chegada de uma grande quantidade de antígenos dietéticos e dos microrganismos que colonizam o trato gastrointestinal, a agressão repetida à barreira intestinal pelos imunocomplexos gerados de uma hipersensibilidade alimentar provoca um aumento da continue lendo

bruno

Agachamento

 

Você sabia que o agachamento é um dos melhores exercício para ganho de massa muscular, sobretudo na região das pernas e glúteos? Infelizmente ele vem sendo abolido em algumas academias por pura desinformação. É um exercício que exige muito do seu corpo, é de difícil execução e muitas vezes é dolorido, entretanto, sabendo fazer é um dos que proporciona os melhores resultados. Criou-se aquela lenda de que faz mal aos joelhos e à coluna, mas quando bem feito além de não fazer mal, ainda faz bem, fortalecendo-os.continue lendo

michelinefinal

Antes e depois da motivação

Quero compartilhar com vocês o processo do meu emagrecimento, como cheguei aos 50 kg com percentual de gordura 9% aos 34 anos e usando manequim 34 depois de 03 filhos.

Como sou filha de comerciantes, minha infância foi vivida no meio do comércio, almoçando em restaurantes e fazendo refeições intermediárias em lanchonetes, comendo frituras e tomando muito refrigerante. Não posso deixar de mencionar também as muitas guloseimas e chocolates consumidas durante o dia. Minha mãe não tinha a instrução que tenho hoje sobre alimentação saudável, por isso acontecia desta forma. Hoje aplico os meus valores na criação dos meus filhos.

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rodrigoloschfinal

Anabolizantes x Mulheres

A busca pelo físico mais musculoso com menor percentual de gordura tem atingido o público feminino nas academias e com isso vem o ABUSO de suplementos alimentares e anabolizantes usados indiscriminadamente sem orientação profissional e as maluquices de aplicações locais para aumentar bumbum e pernas. É comum mulheres com síndrome dos ovários policísticos (SOP), essa alteração gera dificuldade em perder gordura e facilidade de aumentar massa magra. A dieta para esse público é totalmente diferente, o ponto importante é lembrar que uma das causas da SOP são os níveis de androgênios elevados (1) (testosterona e insulina elevados e SHBG reduzido) gerando um aspecto metabólico parecido com efeitos de muitos anabolizantes. Nessa situação a mulher que usa anabolizante ou suplementos pró-hormonais vai virilizar, ter acne, cair cabelo, engrossar a voz, ter irritabilidade e ficar com aspecto de “inchada” A tensão pré-menstrual é um fator que atrapalha o tratamento dietético durante alguns dias, gerando compulsão por carboidratos, alteração de humor e retenção de líquidos, imagine a mulher que já está usando os anabolizantes nessa situação? Aí ferrou tudo… E para ajudar o “amigão mal informado” orientou para zerar o carboidrato na dieta (sem carboidrato, sem serotonina = mal humor) … Está feito a bagunça. O sucesso do tratamento sempre é individualizar (exames de rotina, dieta adequada e suplementação ajustada de acordo com seu objetivo). Algumas vitaminas e minerais são uma ferramenta para controle dessa TPM, zma (zinco, magnésio e vitamina b6) já são comprovados os benefícios de seu uso (2), as dosagens são variadas e podem ser ajustado via alimentos também. Não saia fazendo nada de qualquer jeito !!!!! Procure um profissional

Referências:

1. NCBI – US National Library of Medicine National Institutes of Health.
2. NCBI – US National Library of Medicine National Institutes of Health.