Estética x Culturismo

Estética e culturismo andam próximos, mas nem tanto. Para ilustrar que isso sempre ocorreu em todas as épocas, escolhi de propósito um físico estético e um físico atlético, ambos da década de 60. De um lado, Clint Eastwood, ator e galã de cinema com um físico que fazia sucesso ESTETICAMENTE. Do outro lado, Steve Reeves com um físico que causava ADMIRAÇÃO.

Clint Eastwood e Steve Reeves

Clint Eastwood e Steve Reeves

Existe essa diferença semântica entre o culturismo no Brasil e nos EUA: Nos EUA, o culturismo tende a ser oriundo dos esportes de força, onde um físico exuberante estava intimamente ligado a grandes feitos físicos, enquanto que no Brasil, por mais que o culturismo seja antigo (o Mister Santos de 1954 – anterior ao Mr Olympia inclusive), havia uma ligação quase que exclusiva com a forma física. Isso gerou no Brasil uma grande confusão em que algumas pessoas ainda afirmam que o Fisiculturismo não é esporte, mesmo que tal afirmação seja contrária à definição de esporte de Barbanti de 2006. A mídia leiga (e intelectualmente limítrofe) complica mais ainda, traduzindo fisiculturismo por “culto ao corpo”. Culturismo se refere a cultivo, ok?

Pois bem, fato é que sempre na nossa rotina somos solicitados a promover físicos como o de Reeves, porém com os hábitos de um Eastwood. A verdade é que desde aquela época, os físicos exprimiam o tipo de informação modificadora a que eram submetidos, logo, dieta regrada + treino intenso = Reeves. Dieta social + treino eventual = Eastwood. Não certo, errado, melhor ou pior. São escolhas. O que você tem realmente de entender é que você não viraria um Steve Reeves vivendo como um Clint Eastwood naquela época, portanto não terá um físico de um Julio Balestrin ou Felipe Franco se viver como o Leandro Rassum (exemplo que vem a calhar porque sua mudança física veio a partir de um procedimento cirúrgico). Olhem as coisas de forma crítica e esqueçam do simples.

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Sobre Paulo Muzy

Iniciou sua carreira como pesquisador no segundo ano da faculdade de medicina quando realizou um estudo sobre obesidade infantil no ambulatório de Nutrição e Metabolismo do Departamento de Pediatria do Hospital São Paulo. Publicou ainda mais duas pesquisas em Informática Médica cujo tema era Trafego de Informação Médica/Exames Diagnósticos e então graduou-se em medicina pela Unifesp/EPM (2004). Fez residência médica em Ortopedia e Traumatologia no Hospital São Paulo - Unifesp/EPM (2007). Cursou o programa de especialização em Fisiologia do Exercício do CEFE - Unifesp/EPM (2005); Biomecânica do Treinamento Desportivo do CEGON-IOT da Universidade de São Paulo (2006) e Treinamento Desportivo no CEFE ? Unifesp/EPM (2008). Pós-Graduou-se em Medicina Esportiva pela Universidade Católica de Petrópolis em 2013 e em Nutrologia Esportiva em 2014 pela mesma instituição. Dentre suas atividades que mais se destacaram esteve o acompanhamento como médico chefe da seção de traumatologia e desempenho da Seleção Brasileira de Rugby durante o sul-americano de 2008 alem de ser responsável no período de 2005 a 2008 de vários eventos esportivos de artes marciais realizados em São Paulo capital e interior. Atualmente, é palestrante internacional, médico responsável pela International Federation of Body Building no Brasil e responsável médico da clínica de atendimento "Performance com Saúde", onde acompanha atletas profissionais, praticantes de atividade física em geral e portadores de desordens crônicas em busca de qualidade de vida através da atividade física e reorientação nutricional.

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