Flexibilidade na musculação: qual sua importância?

flexibilidade-na-musculacao-qual-sua-importancia.jpeg

Você fica confuso quando ouve falar sobre flexibilidade na musculação? Muitas pessoas acreditam que apenas o treinamento de força é necessário para a hipertrofia, no entanto, a falta de flexibilidade reduz os resultados da musculação, pois diminui a eficiência do treino.

Assim, é normal encontrarmos pessoas com nível elevado de hipertrofia, mas “encurtadas”, devido à falta de treino de flexibilidade e ao elevado volume muscular.

Antigamente, considerava-se suficiente alongar antes da musculação. No entanto, diversos estudos provaram que essa crença não está correta, mostrando que apenas isso não é suficiente. Antes de entender melhor a importância da flexibilidade na musculação, vamos conhecer um pouco mais sobre a flexibilidade. Preparado? Vamos lá!

Flexibilidade

O termo “flexibilidade” diz respeito à qualidade física responsável por condicionar a capacidade funcional das articulações a se movimentarem dentro dos limites ideais de determinadas ações. Portanto, ela pode abarcar forças externas ou não.

Alguns pontos devem ser observados em relação à flexibilidade:

  • mobilidade (determina o grau de liberdade do movimento);
  • elasticidade (define o estiramento elástico dos componentes musculares);
  • plasticidade (grau de deformação temporária das estruturas musculares ou articulares para realização de um movimento);
  • maleabilidade (modificações temporárias da pele devido a tensões parciais decorrentes da acomodação de um segmento).

Portanto, a flexibilidade não está associada exclusivamente ao trabalho muscular, mas também a estruturas como a pele, articulações (cápsula articular) e tendões. É importante observar que o treinamento é fundamental para melhora da flexibilidade, mas as características genéticas e físicas são relevantes, influenciando nos graus de amplitude. Por isso, elas devem ser consideradas na prescrição do treino.

A flexibilidade pode ser classificada como:

  • ativa: quando o indivíduo atinge um grau de amplitude em um movimento com suas próprias forças. Ela é similar à flexibilidade dinâmica, com a diferença de que esta é executada de forma mais rápida;
  • passiva: o grau de flexibilidade é atingido por forças externas ao indivíduo. É parecida com a flexibilidade estática, que ocorre mais lentamente.

Importância da flexibilidade

A flexibilidade é imprescindível para a qualidade dos movimentos, já que muitos padrões alterados de movimento estão relacionados a desequilíbrios musculares decorrentes da falta de flexibilidade. Portanto, ela é capaz de melhorar a funcionalidade e aumentar a efetividade do treino de hipertrofia.

Além disso, a flexibilidade melhora a postura corporal e a quantidade de movimentos; diminui o risco de lesões; previne cardiopatias e outras doenças; provoca sensação de rejuvenescimento; melhora as funções respiratórias e retarda o surgimento da fadiga, acelerando a recuperação.

Agora que já entendemos melhor o que é flexibilidade, podemos relacioná-la com a musculação, para compreender como a primeira potencializa a segunda e o que pode ser perdido caso você não tenha um mínimo de elasticidade.

Flexibilidade na musculação

A musculação pode ser entendida como ação muscular. Entretanto, para que a ação seja ampla e atinja seu grau máximo de efetividade, a flexibilidade é fundamental. Ela possibilita não apenas o aproveitamento máximo dos movimentos, mas reduz a probabilidade de lesões musculoesqueléticas, preservando a integridade física.

Portanto, se você não tem boa flexibilidade, não será capaz de realizar um treinamento realmente eficiente. A falta dessa aptidão compromete o movimento articular, causando assimetrias, dificuldades na execução dos movimentos e dores durante e após os exercícios.

De forma geral, os alongamentos causam estresse a uma estrutura interna do músculo, o fuso muscular, responsável por controlar a tensão. Os treinos de musculação, principalmente os mais intensos, também causam estresse nessa estrutura, com isso, o fuso pode perder a sua capacidade de manter a tensão ideal, ocorrendo a lesão.

É justamente por isso que caiu por terra a ideia de que apenas alongar antes da musculação é suficiente para prevenir lesões. O mais correto é compreender a flexibilidade como uma qualidade física que precisa de um treinamento específico e planejado. Portanto, dentro da periodização, é indispensável encontrar elementos para trabalhá-la adequadamente.

Agora você já compreende a importância da flexibilidade, então, não tem mais desculpa para deixar esse treino de lado. Mas com a vida corrida que levamos, como conseguir tempo?

Treino de flexibilidade e de musculação

O mais indicado é realizar os treinos de flexibilidade em dias ou horários diferentes da musculação. Caso você tenha tempo e disposição, procure fazer treinos separados de flexibilidade de 3 a 4 vezes por semana. No entanto, caso seus horários sejam apertados e pouco flexíveis, é possível conciliar os dois treinos e alcançar resultados satisfatórios.

Treinos de musculação leves podem ser precedidos por alongamentos, mas treinos mais pesados e intensos exigem um trabalho de flexibilidade diferenciado. Assim, podemos realizar um treino de flexibilidade para aqueles músculos que serão pouco solicitados durante a musculação.

Por exemplo, se você vai treinar peitoral e tríceps, os músculos das coxas e lombar não serão dinamicamente solicitados, por isso, é possível fazer um trabalho de flexibilidade direcionado a eles sem risco.

No entanto, diversas vezes, é difícil trabalhar dessa forma, pois músculos como o do core são sempre solicitados durante o treino. Nesses casos, os exercícios de flexibilidade podem ser realizados ao final, evitando ativar os músculos fadigados e os mais solicitados durante a musculação, pois, devido ao aumento de temperatura, eles experimentam uma elevação momentânea do fluxo sanguíneo, ficando mais elásticos — o que pode causar lesões.

Os alongamentos não devem ser excessivos, pois geram perda de glicogênio, causando estresse muscular e redução dos efeitos da musculação. O importante é que os segmentos corporais estejam devidamente alongados para potencializar os resultados da musculação.

Dicas de como fazer alongamentos

  • Sempre respeite os seus limites;
  • aqueça antes, para que o seu corpo fique mais alongado;
  • relaxe os músculos antes de alongá-los;
  • respire normalmente, sem bloquear o ar durante o alongamento;
  • não tenha pressa;
  • a dor é sempre um sinal de alerta e não deve ser ignorada;
  • observe as mudanças que vão ocorrendo à medida que você incorpora essa prática.

Não se esqueça de que, antes de começar qualquer treino, é importante passar por uma avaliação com uma equipe especializada. O profissional será capaz de prescrever uma prática eficiente e segura.

Se você gostou de saber mais sobre a importância da flexibilidade na musculação e quer ver outras dicas sobre esse e outros temas relacionados, siga a gente no Facebook, Twitter, Instagram, LinkedIn e YouTube!

deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado
Campos obrigatórios são marcados *