O melhor treino para hipertrofia talvez seja aquele que você ainda não fez

Diversas pessoas buscam uma fórmula para a hipertrofia muscular, por exemplo: métodos de treinamento. É claro que devemos respeitar algumas regras, como o estímulo adequado para o recrutamento de fibras do tipo II e uma boa recuperação, entretanto, escolher um método sendo superior a outro parece não ser a maneira mais plausível.

Recentemente, eu e meu colega Jonato Prestes publicamos um artigo falando sobre o método do rest pause associado á melhores respostas na hipertrofia muscular. No entanto, essa é apenas uma forma de variação do treinamento e não uma fórmula mágica para hipertrofia muscular.

Essa variação nas rotinas de treinamento é importante, visto que,  o dano muscular (muito importante para gerar respostas para hipertrofia)  tende  a  ser  atenuado com sua sessões de treinamento com a mesma característica, pois o organismo promove adaptações que  recuperam  a  musculatura  afetada,  criando  uma  proteção  parcial  contra  eventuais  mecanismos causadores de dano que possam ocorrer novamente (CLARKSON; HUBAL, 2002).

Essa resposta é descrita na literatura como efeito da sessão repetida. Neste aspecto é importante existir variações nos programas de treinamento para propiciar o estresse necessário para induzir respostas associadas com a hipertrofia. E os métodos de treinamento, tais como o drop-set, o bi-set, o rest pause, o GVT, o SST, a oclusão vascular e entre outros servem para tirar a monotonia do treinamento e consequentemente impedir o efeito da sessão repetida. Se existe um melhor método? Acredito que não!

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Sobre Ramires Tibana

Professor Ramires Alsamir Tibana é graduado em Educação Física e tem mestrado pelo Programa de Pós-Graduação Stricto-Sensu da Faculdade de Educação Física da Universidade Católica de Brasília (Bolsista da CAPES, Modalidade I e II) (2013) com período sanduíche na Western Kentucky University (Bowling Green – KY) sob orientação do professor Dr. James Navalta. Doutor em Educação Física pelo Programa de Pós-Graduação Stricto-Sensu da Universidade Católica de Brasília (Bolsista da CAPES, Modalidade I). Realizou visita técnica ao laboratório de Fisiologia do Exercício da Universidade de Nevada em Las Vegas (2013-2014) (FAPDF). Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em Treinamento de Força e planejamento do treinamento, atuando principalmente na linha de pesquisa que investiga as alterações agudas e crônicas do Exercício Resistido em diferentes modelos experimentais. Além disso, é praticante e atleta amador de CrossFit (participou de 20 competições entre os anos de 2013-2017).

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