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Ômega 3 e Obesidade

Os ácidos graxos ômega 3 são ácidos graxos poli-insaturados e são obtidos por meio da dieta ou produzidos a partir de outros ácidos como linoleico e alfa-linolênico por ação de enzimas conhecidas com elongases e dessaturases.

Os ácidos graxos mais estudados são o ALA (ácido alfalinolênico), o EPA (ácido eicosapentaenoico), e o DHA (ácido docosahexaenoico), o ALA está presente em produtos de origem vegetal como linhaça, nozes e soja, e o EPA e o DHA presentes nos peixes, óleo de peixe e algas marinhas.

 

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Historicamente são conhecidos como nutrientes com ação anti-inflamatória, melhora da saúde cardiovascular, com melhora no perfil de colesterol bom, controle triglicérides e uma recente meta analise confirma esses benefícios (1).

Obesidade é uma doença crônica de etiologia multifatorial mais que podemos considerar o sedentarismo e má alimentação como dois dos pilares da causa da doença.

O tecido adiposo branco constitui a maior parte do tecido adiposo do nosso corpo, é considerado um órgão endócrino por produzir citocinas inflamatórias que podem causar síndrome metabólica, resistência insulina (2).

A obesidade causa alterações no tecido adiposo e está associada com um processo inflamatório crônico como proposto na figura 1.

3Figura 1.  Tecido adiposo sofre hipertrofia através do excesso de calorias, resultando na infiltração de macrófagos e produção de citocinas inflamatórias (TNF, IL-6, MCP-1, PAI-1) que podem causar alterações em triglicérides, resistência insulina e síndrome metabólica (2).

Estudos com a suplementação de ômega 3 tem mostrado efeitos positivos sobre a modulação da leptina circulante (3). A leptina é produzida no tecido adiposo, e é responsável pela modulação do apetite.

As doses efetivas da suplementação são de 1 a 3g/dia na forma de óleo de peixe (4).

Os ácidos graxos ômega-3 do óleo de peixe (EPA e DHA) apresentam importante efeito terapêutico em diversas doenças, por serem potentes nutrientes com ação anti-inflamatória, no quadro de resistência à insulina (alteração que faz a insulina não funcionar direito), a suplementação com ômega-3 apresenta melhora na sensibilidade da insulina por inativar uma proteína quinase C (5) que interfere na expressão de enzimas que metabolizam açúcar no sangue e aumentam a oxidação dos ácidos graxos (Figura 2).

4Figura 2: Seu mecanismo de ação é estimular sinalização através do receptor GPR120, inibindo fosforalização e ativação da TAK. TAK é uma kinase que estimula resposta inflamatória ativando IKKB/NFkB e JNK/AP1, a suplementação com n-3 PUFA inibe TAK, inibindo TNF (5).

No paciente com obesidade é comum os exames de rotina confirmarem quadro de resistência insulina, marcadores de inflamação elevado e esteatose hepática não alcoólica, um estudo recente *

Esteatose hepática não alcoólica e excesso de triglicérides no sangue são alterações que podem acompanhar pacientes com obesidade, um estudo recente (6), mostrou resultados melhores na inibição da SREBP-1 (proteína 1c ligadora do elemento regulatório do esterol) com a adição de ômega 3 em conjunto com o ácido ursodesoxicólico, melhorando quadro do fígado gorduroso em ratos, podendo ser uma das estratégias nutricional para tratamento dessa patologia.

Procure seu médico ou nutricionista antes de tomar qualquer suplemento alimentar.

 

Referências:

  1. PLoS One.2015 Oct 2;10(10)
  2. Nutrients 2013, 5, 1672-1705; doi:10.3390/nu5051672
  3. European Journal of Clinical Nutrition67, 1234-1242
  4. Adv Clin Exp Med 2015, 24, 6, 931–941
  5. Cell Metabolism, 15, Issue 5, p564–565
  6. Experimental & Molecular Medicine (2014) 46, e127

 


 

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