Maturidade muscular

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Maturidade Muscular

Maturidade muscular, se você for pesquisar sobre a definição, não vai achar um artigo que cite isso de forma direta que coincida com outro, até porque nem todas pessoas que usam esse termo o utilizam de forma semelhante a outra pessoa.
Facilmente, você poderá assistir peritos da área usando a expressão maturidade muscular para qualidades sutilmente ou até completamente diferente nos indivíduos que avaliam.
Vamos tratar daquilo que é o que mais se aproxima do conceito de maturidade muscular visível que venho colhendo ao longo destes anos de fisiculturismo.

Maturidade muscular – características

Primeiro de tudo, quando observo algum perito elogiando a maturidade muscular de um atleta eu penso em caraterísticas intrínsecas da musculatura.
As características extrínsecas seriam relativas à silhueta: volume, definição, simetria e proporção (num campeonato de fisiculturismo, cada item desde determina 25% da nota de avaliação do atleta).
Portanto, as características intrínsecas seriam aquelas relativas ao músculo como unidade separada da silhueta: roundness/round muscle belly e hardness. 

Roundness

Roundness, que também aceita a definição de Round Muscle Belly, seria algo como arredondamento muscular, ou a capacidade de se obter um ventre muscular de desenho claro, inequívoco e evidente por baixo da pele de tal forma e volume que quando em contração é capaz de se distingui-lo claramente da pele que o recobre.
Esse arredondamento é quase que a assinatura visual de um músculo, aquele formato que, mesmo que você o visse separado do resto do corpo você diria qual músculo está vendo.
Essa qualidade está relacionada à separação muscular também, fazendo com que um atleta que a possui em abundância não precise estar com uma baixa percentagem de gordura para apresentar-se com boa definição. 

Hardness

O Hardness, algo como uma mistura entre aparência de dureza e a sensação de densidade, se refere a uma textura do músculo em que, uma vez com a definição necessária, percebe-se que a célula muscular está túrgida no ponto ideal.
Ou seja, repleta demais perderíamos a sensação das feixes visíveis, assim como depletada, além do normal fisiológico (como por exemplo sob uso de diuréticos), o músculo pareceria mole, sem tônus, uma condição que na medicina chamamos de bandeiramento e no exporte chamamos apenas de “flat” ou simplesmente murcho.

Maturidade muscular – qualidades a serem observadas

Maturidade muscular, de acordo com o que tenho visto tal expressão ser usada, é a interface entre essas duas qualidades intrínsecas do músculo.
Qualidades essas que são difíceis de se sustentar em musculaturas mais jovens, pois em desenvolvimento a pleno vapor, tende-se a permitir um músculo mais cheio e, portanto, com uma aparência menos densa e separações menos evidentes pela ainda carência de volume do feixe muscular.
Por outro lado, em situações de depleção, apesar da pele fina, a densidade muito diminuída custa ao atleta sem maturidade muscular, silhueta e definição, parecendo um físico subtreinado.

Objetivo

Vale lembrar que a maturidade muscular é um quesito a ser buscado: baixa variabilidade do físico, controle metabólico rigoroso, controle de volume de treino rigoroso sem exageros, intensidade alta, mas que permita treinabilidade estendida, tempo de recuperação suficiente, aeróbio na medida exata e alimentação limpa são itens indispensáveis para se apresentar uma massa muscular equilibrada e madura.

Importância da rotina

Não se pode apressar o tempo, pois ainda estamos todos sujeitos á necessidade de recuperação após cada sessão treinada.
Contudo pode-se apressar a conquista deste atributo por se manter uma rotina consistente, motivo pelo qual diferenciamos fisiculturistas profissionais de amadores.
Ter um físico muscularmente maduro é para somente aqueles que aceitarem as necessidades do desempenho como estilo de vida, sendo competidores ou não.
Faça a sua escolha sabiamente: pese tudo o que vale a pena na sua vida e não se engane achando que vai conquistar a maturidade de um atleta com alguma rotina que não seja essa.
Um físico que nos deixa satisfeitos é um físico estável, que depende de rotinas que a nós são acessíveis por custo, tempo de empenho e possibilidade de repetição indefinida e consistente.

Assim, um físico não se faz a partir de sacrifícios periódicos e sim a partir de algo muito mais difícil: consistência da repetição de rotinas.

Doutor Paulo Muzy | Responsável Técnico pela Clínica Muzy
CRM-SP 115.573 | RQE 35.320
Professor Titular de Ciências do Exercícios da Escola Paulista de Ciências Médicas
Médico da IFBB (International Federation of Bodybuilding and Fitness)
Formado em Medicina pela Escola Paulista de Medicina (Universidade Federal de São Paulo)
Especialista em Ortopedia e Traumatologia UNIFESP 2007


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